segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Da pergunta...


A bela arte de pedir...

"Uma das maiores virtudes de uma fêmea é arte de pedir.
Como elas pedem gostoso.
Como elas são boas nisso.
Resistir, quem há de?
Um simples "posso pegar essa cadeira, moço?" vira um épico. É o jeito de pedir, o ritmo caliente da interrogação, a certeza de um "sim" estampado na covinha do sorriso.
Pede que eu dou.
Pede todas as jóias da Tiffany´s, minha bonequinha de luxo!
Estou pedindo: pede!
Eu imploro, eu lhe peço todos os seus pedidos mais difíceis.
Pede a bolsa de cerejas da Louis Vuiton, pede o shopping inteiro, pede a Daslu.
Pede que compro nem que seja no camelô.
Não me pede nada simples, faz favor.
Já que vai pedir, que peça alto. Você merece.
Como é lindo uma mulher pedindo o impossível, o que não está ao alcance, o que não está dentro das nossas posses.
Podemos não ter onde cair morto, mas damos um jeito, um truque, um cheque sem fundos.
Até aqueles pedidos silenciosos, quando amarra a fitinha do Senhor do Bonfim ou de Nossa Senhora do Carmo no braço, são lindamente barulhentos.
Homem que é homem vira o gênio da lâmpada diante de uma mulher que pede o impossível.
Ah, quero o batom vermelho dos teus pedidos mais obscenos.
Quero o gloss renovado de todas as vezes que me pede para fazer um pedido, assim, quase sussurrando no ouvido: "Amor, posso te pedir uma coisa? Posso mesmo?"
Um castelo na Inglaterra?
Sim, eu dou na hora.
Sim, eu opero o milagre.
Como no pára-choque, o que você pede chorando que não faço sorrindo?!
Pede, benzinho, pede tudo.
Que eu largue a boemia,pare de beber e me regenere???
Pede, minha nega, que o amor tudo pode.
Mesmo as que têm mais poder de posse que todos nós não escapa de um belo pedido.
Com estas, as mais poderosas, tem ainda mais graça. Elas pedem só por esporte, o que não lhes comprometem a pose e muito menos a independência.
Não é questão de poder ou dinheiro.
O charme e o que importa é o pedido em si, o romantismo que há guardado no ato.
Os melhores cremes da Lancôme? Vou a Paris agora. Estou pronto.
Eu lhe peço: me pede.
Café da manhã na cama todas as manhãs?
Já estou arrumando os potinhos de geléia e de olhos na cafeteira.
Champanhe todas as noites?
Sim, terá, e sempre à luz de velas.
Que eu abra a porta do carro, sem que você corra risco de parecer uma nostálgica?
Abre-te Sésamo!
Puxar a cadeira?
Só se for agora.
Reservar mesa para jantar fora?
Acabei de providenciar.
Peço: me pede!
Não pede mimos baratos, pede atenção, essa mercadoria tão cara e tão em falta no mundo de homens e mulheres."

(Xico Sá)



É mesmo necessário que eu tenha que pedir?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Do poeminha...


"Partir sem saber para onde.
Repartir sem saber para quem
porque o coração nada sabe de linha reta.
E o mundo, assim,
não mais será peso
nem apoio,

mas doce participação."

Lindolf Bell

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

De uma reflexão de chuveiro...


Eis que em pleno banho, me surge uma reflexão que resolvi por em palavras escritas pra ver se faziam tanto sentido qto qdo estavam entre shampoo e sabão...

As coisas que as pessoas me dizem tem uma grande repercussão em minha vida. Pronto. Essa foi a reflexão. Não sei se a explicação vai ser mto clara, mas vamos tentar...

No seguinte aspecto, eu posso n ter uma memória mto boa pra nomes, números de telefone ou equações de física, mas uma palavra certa/ errada/ significante/ profunda (...) fica gravada de verdade, e eu me lembro c perfeição.

E sabe o q é engraçado? As vezes a pessoa fala aquilo no momento só, nem era algo tão assim, mas parece q pra mim aquilo vira "A" declaração do mundo, percebi isso pq acontece comigo tb, n é nem falar algo sem pensar, é falar algo por falar e aquilo repercutir aaaaaaaaanos como se fosse a coisa mais importante do mundo e não é.

As questões são:

Como saber diferenciar o importante?

Como agir diante dele?

Como n se prender a ele? Sabendo dar a devida importância, mas n tornando aquilo o centro da sua vida?

Na hora q eu for a interlocutora, como saber diferenciar para q o meu ouvinte perceba o q é realmente importante?

domingo, 25 de outubro de 2009

Dos estágios da saudade...


Estágio 1:

Sentir falta, vontade de estar perto, lembrança alegre e confortante - "calor no coração".


Estágio 2:

Sentir falta, vontade de estar perto, tudo lembra a pessoa, como gostaria q ela estivesse ali c vc vivendo aquele momento, lembrança não tão alegre. Preocupação "será q está td bem?"


Estágio 3:

Sentir falta, vontade de estar perto, tudo lembra a pessoa etc etc etc... Lembrança quase dolorida, certo incômodo no peito.


Estágio 4:

Sentir falta, vontade de estar perto, tudo lembra a pessoa, etc etc etc. O saudoso começa a ficar murcho, jururu ou coisa semelhante. Sem motivos aparentes, afinal é td processo interno.


Estágio 5:

Já não há mais espaço pra sentir falta, vontade de estar perto e td lembrar a pessoa, tudo isso se torna muito dolorido. A sensação de ter sido esquecido -embora muito subjetiva- é nítida e clara. Parece q um pedaço lhe falta e não há nd q substitua.





Ausência II

"Ausência presente...

Seja da batida opaca de uma gota que encontra o chão ao lamento de um violão...

Ausência...

Portas abertas e casa vazia."

Márcio Vandré >>> http://contraotedio.blogspot.com/


domingo, 18 de outubro de 2009

De Clarice... E eu...


Existem alguns textos, poesias, músicas - que na minha concepção é poesia com ritmo e instrumentos - que eu gostaria de ter escrito.

São palavras que mexem tão fundo dentro de mim, que me fazem com que eu me veja de uma forma tão clara...

Às vezes tenho a sensação de que esses autores, mesmo sem me conhecer, sabem tudo sobre mim... E me descrevem, me escrevem, me narram melhor do que eu mesma jamais conseguiria fazer.

Esse é um deles...

Have fun!

"Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.

Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.

Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.

Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.

Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.

Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.

Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.

Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.

Já tive crises de riso quando não podia.

Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.

Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.

Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.

Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...

Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".

Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.

Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.

Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.

Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.

Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!

Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!

Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:

- E daí? EU ADORO VOAR!"



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Da música (2)...



"Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So and if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?"

Somewhere only we know - Keane

http://www.youtube.com/watch?v=JWjvpX33KUc


Além de linda, traz recordações...

Você nem lembrava, mas eu nunca esqueci...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Do bairro...




"A praia do Porto
e a calçada.
O Farol
e o Cristo.
Os restaurantes
e o shopping.
A minha rua
e aquela outra.

Não são mais pontos turísticos.

Não estamos mais lá.

Mas há como negar?

O bairro, a Barra, assim como eu, é todo você."