quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Da (dura) arte de perder...

"Perca alguma coisa todos os dias
Aceite o contra-tempo de perder as chaves da porta
A hora gasta inutilmente.
A arte de perder não é difícil de dominar.

Depois, pratique perder mais, perder mais rápido
Lugares, nomes, situações….tantas coisas

Eu perdi duas cidades, dois rios, um continente
Eu os perdi, mas não foi um desastre.
Até mesmo perder você, a voz brincalhona
aquele gesto que eu adoro
Eu não terei mentido, é evidente

A arte de perder não é difícil de dominar
embora sempre continue parecendo um desastre."


Elizabeth Bishop

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

De encontros, desencontros, reencontros...



"Às vezes ela ficava pensando no reencontro, na vontade que tinha em vê-lo de novo, e a saudade apertava forte no peito.

Era um súbito de tanta dor que acabava ficando quase impossível não chorar.

Parecia que dentro de seu corpo não existiam órgãos, mas sim um vazio. Um enorme vazio.

Ela começava a relembrar de todos os momentos, não só porque queria, mas porque sua consciência a obrigava.

Poder abraçar a melhor parte de sua vida, a pessoa que estava na história dela, conversar, rir, morder e até brigar era tudo o que mais queria na vida.

E se fosse fácil, estaria tudo bem, mas existia a tal da distância, que complicava tudo.

(...)

E lembrando disso, as lágrimas iam correndo pelo rosto, sem freios e sem direção. Quando chorava, sentia que aquele vazio se transformava em uma gelatina mole sem sabor. A boca seca e os olhos úmidos.

Pensava no arrependimento que sentia por quando estavam juntos não saberem aproveitar o tempo que foi dado... (...)

Foi necessária a separação para todos aqueles sentimentos virem a tona: tempo, arrependimento, remorso, saudade. Essa última a maior de todas.

Naquela época, quando estavam em paz, eram os melhores, os mais unidos e os que mais se compreendiam.

(...)

Cada um tinha a certeza dentro de si que ninguém os substituiria.

Sonhavam com o reencontro, com a segunda chance, e com a hora que as palavras sairiam da imaginação e se tornariam realidade.

Era difícil descrever o que um sentia pela outro, sentimentos são coisas tão abstratas que acabam se embaralhando em milhões de palavras e na hora de dizê-las se perdem num vazio onde ninguém mais acha.

Era muito amor imenso, carinho incondicional, saudade inexplicável, compreensão infinita, ligação inigualável e amizade insubstituível.

E tudo isso era imortal. Em outros tempos eram ela e o namorado/amigo/companheiro, hoje é ela e a saudade."

Adaptado de Fernanda Gaseta

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Da falta...

Faz falta.

E nem sei dizer o que faz mais falta... Acho que só ter alguém pra conversar, dividir os feitos, alegrias, tristezas...

Sinto sua falta. E não há nada ou ninguém pode mudar isso. Só você.



domingo, 19 de fevereiro de 2012



"Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença,
e até da ausência consentida.

(...)

Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como preencher a dor de um silêncio que nada preenche.

(...)

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer."

sábado, 18 de fevereiro de 2012

De uma música de Carnaval que me lembrou você...



"Eu só queria que você me olhasse com os olhos que me olhava antes,
me dizendo pra não mais sofrer por você.
Não faz idéia da falta que eu sinto dos seus beijos e abraços
no nosso sofá, não seria capaz de esquecer você.

Toda vez que te peguei chorando como agora,
nunca imaginei viver a vida sem te ter.
Libere seu orgulho, amor, não jogue tudo fora.
Se você não diz seu coração, ele vai dizer sim, volta pra mim...
Pra mim...

Você é o amor da minha vida...
Você é tudo aquilo que sonhei viver...
Você é meu tudo, minha medida...
Se eu fosse você eu voltaria pra mim agora."

Amor da minha vida - Chiclete com Banana

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

De uma música numa tarde chuvosa... Dentro e fora


"Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver

Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz"

Quase um segundo - Paralamas do sucesso

sábado, 11 de fevereiro de 2012

De outras crises...


E a palavra de ordem é: CRISE!

Crise profissional (no meu caso estudantil), crise amorosa, (eterna) crise familiar, (eterna 2) crise pessoal...

São tantas questões, tantas dúvidas, incertezas, medos, inseguranças que a vontade que dá é dar um mega PAUSE! nisso tudo e mandar começar de novo, pra ir com mais calma e medindo bem os passos dessa vez...

Infelizmente isso não é possível e o tempo passa, e passa muito mais rápido do que a nossa capacidade de digerir os acontecimentos...

Então o que fazer? Como fazer? Por que fazer? Quando fazer? Quem sabe mais?

"Só sei que nada sei"

E não faço ideia de quando vou descobrir...

P.s. Interessante a inspiração que nos surge sempre que estamos nos sentindo meio pra baixo... Onde fica ela quando as coisas estão bem?